Projeto “Moradores” lança temporada 2018 com ações em MG e RJ

Projeto luta pela preservação da memória e da identidade cultural das cidades brasileiras. Movimento artístico de ocupação urbana une Fotografia, Audiovisual, Literatura e Contação de Histórias. Em 2018, tem o  patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro

Moradores – A Humanidade do Patrimônio é um movimento de ocupação urbana pela valorização da identidade cultural e da memória dos moradores como sendo o maior patrimônio que uma cidade pode ter. Tudo começa com uma tenda branca montada em uma praça pública, uma câmera apontada e um convite. Nesse instante, mais do que o ato de se deixar fotografar, o morador – anônimo, popular ou mestre do saber – é chamado a se reconhecer como patrimônio cultural de sua cidade e a contar sua história de afetividade com o território.

Nesta sexta temporada, de maio a dezembro de 2018, o projeto Moradores passará por cinco localidades: Rio de Janeiro, Montes Claros (MG), Serro (MG), Bocaiúva/ (MG) e São Gonçalo do Rio das Pedras (MG).

Rio de Janeiro |
A etapa do Rio de Janeiro será executada em parceria com o programa educativo do Oi Futuro, coletivos e artistas cariocas. Sua temática será a transformação silenciosa das ruas e bairros centrais da cidade. Para tanto, histórias de moradores e frequentadores da rua Dois de Dezembro (Largo do Machado) serão reconstruídas por meio de intervenções sonoras e fotográficas.

Nas quatro etapas nas cidades mineiras, o projeto terá o patrocínio da Oi, com apoio do Oi Futuro, por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

O projeto Moradores é uma criação do coletivo NITRO Histórias Visuais, de Belo Horizonte, e surgiu em 2012. Já passou por cinco estados, 13 cidades e registrou a história de aproximadamente 2.500 pessoas. Foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como uma ação de sucesso em Educação Patrimonial.

“Nosso objetivo é despertar no morador o orgulho de ser patrimônio de sua cidade. Recontar a história daquele território a partir da memória afetiva de cada um. Vivemos um momento importante de transformação, onde, infelizmente, as identidades marcantes de cada cidade brasileira estão se perdendo rapidamente. Queremos que os moradores e suas histórias sejam vistos como uma riqueza cultural de suas comunidades, assim como aprendemos a enxergar as igrejas coloniais, o casario e os monumentos naturais, por exemplo”, explica o escritor Gustavo Nolasco, autor do projeto Moradores ao lado dos fotógrafos Marcus Desimoni e Bruno Magalhães e do cineasta Alexandre Baxter.

Como acontece | 
Tudo começa com uma tenda montada na principal praça pública das cidades por onde o projeto passa. Ali, os moradores são convidados a serem fotografados e entrevistados. Na etapa seguinte, todo o material – fotos, vídeos e depoimentos – é transformado numa surpreendente e inédita exposição multimídia, com fotos e projeções em lugares inusitados.

“A nossa intenção é fazer uma exposição provocativa. Usamos montagens em grande formato para transformar o cenário da cidade e surpreender com fotos e projeção das histórias contadas, onde os moradores sejam reverenciados de uma maneira inesquecível”, afirma Marcus Desimoni.

Varal fotográfico e cápsula do tempo |
Além da exposição, é montando um varal fotográfico, onde todos os moradores podem retirar uma cópia de sua foto. Ainda dentro do projeto, todas as histórias registradas são transformadas num documento audiovisual a ser entregue à administração pública. “É uma forma de dizer ‘muito obrigado’. Já como legado, deixamos o registro audiovisual das histórias contadas para que no futuro possa se transformar numa cápsula do tempo daquele território”, explica Bruno Magalhães.

Educativo |
Nesta temporada, as edições na cidade de Bocaiúva e no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras acontecerão em formato de oficina para a comunidades e lideranças culturais. A intenção é ampliar a discussão sobre “memória e patrimônio”.

“Criamos uma forma de execução que possa servir como inspiração para que outros grupos culturais, escolas e jovens possam replicar em outras cidades e territórios a metodologia do Projeto Moradores”, completa Alexandre Baxter.

De 2002 a 2017, o Projeto Moradores passou por São Paulo (Campinas), Rio de Janeiro (Paraty), Bahia (Juazeiro), Pernambuco (Petrolina) e Minas Gerais (Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Tiradentes, São João Del Rei, Juiz de Fora, Ipatinga, Itatiaiuçu).

NITRO 15 anos |
A NITRO Histórias Visuais completa 15 anos em 2018. Criada em 2013 como uma agência clássica de fotografia, em Belo Horizonte/MG, ao longo do tempo, foi se transformando num dos mais criativos coletivos de produção de conteúdo do país. É composta pelos fotógrafos Bruno Magalhães, João Marcos Rosa, Leo Drumond e Marcus Desimoni e o escritor/roteirista Gustavo Nolasco. Atua em todo o país com o que mais gosta de fazer: contar histórias experimentando, mesclado e explorando com primazia as diversas mídias.