Projeto Moradores: Ipatinga, a cidade de muitas lições

Projeto Moradores: Ipatinga, a cidade de muitas lições

Ipatinga foi a 12a cidade brasileira a abraçar o projeto Moradores – A Humanidade do Patrimônio Histórico. Mais de 200 pessoas foram fotografadas e contaram suas histórias nas tendas montadas nas praças 10 de Maio e do Bom Jardim e no Parque Ipanema.

Ipatinga nos deu algumas lições, a maioria delas lindas! A mais importante é como uma cidade nova (tem pouco mais de 50 anos de fundação) pode transformar o sentimento de pertencimento de seus moradores numa arma sociocultural para defender a sua preservação. Os ipatinguenses fazem isso de uma forma indescritível!

Tivemos a oportunidade de montar três grandes exposições, duas delas no Centro Cultural Usiminas e uma no Parque Ipanema, esta, com certeza, uma das mais bonitas e simbólicas de toda a existência do projeto.

Por outro lado, pela primeira vez, desde 2012, uma montagem cenográfica do Moradores foi parcialmente destruída. Há quem diga que foi fruto do vandalismo, como também a quem defenda o “pixo” e as intervenções de terceiros numa obra feita para ficar na rua como ações normais de uma identidade cultural a ser também respeitada.

Nós, do Moradores, não faremos nenhum juízo de valor. Mas apenas algumas colocações para aqueles a quem pedimos permissão e também agradecemos por participarem de nossa ação.

Para os moradores representados na exposição que se sentiram agredidos ou ofendidos por algo descrito como “vandalismo”, pedimos desculpas por termos sido agentes da exposição pública de seus retratos.

Já para aqueles que defendem as intervenções nos painéis como “pixo” ou o rasgar e destruir de fotos como uma “segunda camada de intervenção cultural”, desejamos que logo possam encontrar os autores para dizer “parabéns”.

O que nós, do Moradores, temos a dizer é “muito obrigado, Ipatinga!”.

Deixaremos a cidade felizes por termos encontrando moradores tão apaixonados pela cidade onde vivem.

Nem todas as cidades brasileira possuem a dádiva de ainda se reconhecer numa esquina, numa árvore, numa rua ou num simples tijolo. Mas continuaremos a nossa caminha por outras paragens com a missão de lutar pela valorização da memória das pessoas como o maior patrimônio que uma cidade pode ter.